terça-feira, 5 de abril de 2016

18.11.1959 - UM BOEING 707 NO AEROPORTO SALGADO FILHO


UM BOEING 707 NO AEROPORTO SALGADO FILHO


O quadri-reator Boeing 707 da Pan American, em sua viagem 203/16 procedia de Caracas com destino a Buenos Aires. As condições de tempo impediram a descida naquela cidade razão pela qual seu comandante procurou a alternativa de Pôrto Alegre. A enorme aeronave fez às 02.04 desta madrugada, magnífico pouso no aeroporto Salgado Filho onde permaneceu até às 05.45 quando decolou rumo a seu destino final, de vez que as condições meteorológicas sôbre Buenos Aires já tinham melhorado. E' a primeira vez que um avião a jato dêsse tipo desce em terras brasileiras o que justifica a excepcional curiosidade demonstrada pelos passageiros e pelo pessoal de terra das várias Emprêsas de Aviação que àquela hora da manhã tiveram a sorte de estar no aeroporto da nossa cidade.

Jornal Correio do Povo, quarta-feira, 18 de novembro de 1959

segunda-feira, 4 de abril de 2016

18.04.1970 - Polícia mostra 3 dos 4 que tentaram seqüestrar cônsul

JORNAL DO BRASIL  ◙ Sábado, 18/4/70 ◙ 1.º Caderno

Polícia mostra 3 dos 4 que
tentaram seqüestrar cônsul

Pôrto Alegre (Sucursal) ─ Três dos quatro homens que tentaram sequestrar o cônsul Curtos Cutter foram apresentados ontem à imprensa pelo Secretário de Segurança, coronel Jaime Mariath. São êles Félix Silveira Rosa Neto, Fernando da Mata Pimentel e Irgeu João Menegon.

Em entrevista de 40 minutos, o coronel Mariath revelou que a intenção dos terroristas era trocar o diplomata norte-americano por 50 subversivos presos, que seriam enviados à Argélia. O atentado foi atribuído à vanguarda Popular Revolucionária.

COMO TENTARAM

Félix Silveira Rosa Neto, funcionário do Banco do Brasil em Pôrto Alegre há sete anos e chefe da VPR no estado, Fernando da Mata Pimentel, ex-funcionário do Departamento de Águas e Esgôto da Prefeitura de Pôrto Alegre, o estudante Irgeu João Menegon e um quarto homem não nomeado e ainda foragido participaram da tentativa de sequestro do dia 5.

Durante um mês êles seguiram o cônsul Curtis Cutter a fim de se familiarizarem com seus hábitos. A primeira tentativa de sequestro, na véspera, não chegou a se realizar porque o trânsito era intenso. Só na noite seguinte apresentou-se nova oportunidade, quando o cônsul vinha do teatro com a espôsa e um amigo.

Segundo revelou o coronel Mariath, Félix Silveira Rosa Neto, o Frank, tentou suicidar-se na prisão rasgando uma veia do braço com a barbatana da camisa. Foi encontrado na cela do DOPS já desfalecido, mas recuperou-se logo. Só então confessou sua participação no atentado ao cônsul norte-americano, que era desconhecida pela polícia quando o prendeu como elemento envolvido na subversão.

VEEMÊNCIA

O Secretário de Segurança negou com veemência que prisioneiros tenham sofrido torturas no DOPS, conforme denunciavam panfletos distribuídos pela cidade e nas universidades:

─ Tôdas as confissões foram obtidas sem violência ─ afirmou.

Acrescentou que Edmur Péricles de Camargo, o Gauchão, outro subversivo prêso, tem colaborado com a polícia, confessando sua participação em assaltos bancários e recomendando aos cúmplices que façam o mesmo, nas acareações.

O coronel Jaime Mariath enumerou as organizações subversivas que agem no Rio Grande do Sul, afirmando que a mais perigosa é a Vanguarda Popular Revolucionária. Enquanto falava, mostrava o material apreendido em 15 aparelhos da VAR-Palmares e cinco da VPR que foram desbaratados, incluindo armas, fardamentos militares, estopins de dinamite e literatura.

ASSALTOS

A VAR-Palmares e a M3G (Marx, Mao, Marighella e Guevara) foram responsabilizadas pela maioria dos assaltos a bancos em Pôrto Alegre, sob a chefia do Gauchão. A maior parte de seus integrantes está prêsa e os assaltos devidamente esclarecidos.

Segundo o Secretário de Segurança, a VPR realizou apenas um assalto, contra o carro-pagador do Banco Brasileiro de Descontos, roubando NCr$ 60 mil.

O Serviço de Relações Públicas da Secretaria distribuiu uma pasta com sete folhas mimeografadas, dando conta de como o dinheiro dos assaltos era distribuído: a maior parte ficava mesmo com os ladrões. Entre os beneficiados aparecem o ex-vereador Índio Vargas, o Dr. Marcelo; Miguel Marques, o Feio; Jorge Fischer Nunes; Djalma de Oliveira; e Edmur Péricles de Camargo, o Gauchão. O M3G e o Partido Operário Comunista também receberam parte do dinheiro. Dois terroristas conseguiram fugir para o exterior, levando um NCr$ 180 mil e outro NCr$ 30 mil. Ainda assim as autoridades conseguiram recuperar NCr$ 30 mil.

APRESENTAÇÃO

Só depois de falar 40 minutos e responder perguntas por outros 10 minutos o Secretário de Segurança iniciou a apresentação dos subversivos presos.

Primeiro, entraram Inês Maria Serpa de Oliveira, a Martinha, Edmur Péricles de Camargo e Gustavo Buarque Schiller. Os três foram conduzidos pelo braço por soldados da Brigada Militar até o palco do auditório da Secretaria de Segurança, ficando perfilados diante de painéis brancos numerados. Só a mulher demonstrava nervosismo, torcendo os dedos. Tanto ao subirem quanto ao descerem apresentavam certo atordoamento. Não foram permitidas perguntas aos presos.

Em seguida entraram os três que tentaram sequestrar o cônsul Curtis Cutter. Félix Silveira Rosa Neto estava com a barba por fazer e com aspecto macilento; ao seu lado ficaram Fernando da Mata Pimentel, o Jorge, e Irgeu João Menegon, o Zé.

REORGANIZAÇÃO

O coronel Jaime Mariath afirmou que, apesar do êxito no desbaratamento das organizações terroristas, "a subversão ainda não está destruída." É provável que ainda haja militantes soltos, que tentarão se reagrupar ou usar a "tática do deslocamento", passando a atuar em outros Estados.

Tôda a profundidade do esquema subversivo ainda não é conhecida. As salas do DOPS estão abarrotadas de documentos a analisar. Um dos documentos, entretanto, foi um dos mais importantes, pois possibilitou o desbarateamento de aparelhos até no Rio e em São Paulo.

Revelou também que as organizações subversivas iam partir para o sequestro de autoridades brasileiras e que o cônsul norte-americano só seria resgatado por 50 presos terroristas.

Jornal do Brasil, sábado, 18 de abril de 1970

domingo, 3 de abril de 2016

01.03.1974 - ELE TOMA UM CAIXOTE DE CERVEJA POR DIA

EXCLUSIVO
POP

ELE TOMA UM CAIXOTE DE CERVEJA POR DIA


A imaginação de Alice não tem limites: cada show é um novo ritual diabólico.


Para sua mãe, Ella Furnier, ele é e sempre será Vincent. E não há nada no mundo que a faça chamá-lo de Alice. Mas este estranho nome talvez seja a chave do sucesso do rei do rock bissexual americano, que conseguiu chamar a atenção do mundo inteiro com o exotismo e as loucuras de suas apresentações e atitudes, no palco e fora dele. Líder de um dos mais espetaculares grupos de toda a história da música pop, Alice Cooper vive (mesmo!) intensamente tudo aquilo que para muita gente parece apenas encenação e charme para tornar seus shows mais envenenados e assim levar toda a patota à loucura e à histeria total. Na realidade, Alice é mesmo imprevisível. Tudo o que ele diz e faz é inesperado e, muitas vezes, até incompreensível. Como sua incrível mania de beber cerveja, por exemplo. Cindy, garota de Alice há muitos anos, conta que o tempo máximo que ela o viu longe de uma lata de cerveja foi 7 minutos, exatamente o tempo que ele levou para ir do terminal do aeroporto até o avião, quando foi servido pela aeromoça. Ele bebe, simplesmente, um caixote de cerveja por dia . . . No fim da tarde come alguma coisa, geralmente um sanduíche, e só vai jantar de madrugada. Mas quando está no palco, Alice fica mais louco ainda. Ele diz que tem um segundo "eu" que só aparece quando entra em cena e vê o público. Aí, acontece uma metamorfose e surge um monstro selvagem e aterrorizador que produz um espetáculo repulsivo e fascinante ao mesmo tempo. A morte é o tema central de seus shows. "A morte é o último segredo da vida. Ela me dá medo, mas graças ao meu papel de Alice, sempre consigo vencê-la."

"SOU MILIONÁRIO.
POSSO FAZER
QUALQUER TIPO
DE EXAGERO."

Apesar de toda a agressividade em cena e nas declarações em público, Alice vai faturando cada vez mais. Ele explica as razões do seu sucesso: "A gente sacou a hora certa e começou a criticar a América. E as pessoas ficam chocadas. Mas o estranho é que quanto mais cruel é o show, mais contentes elas saem do teatro. Acho que a maioria nem percebe que a sua própria imagem está refletida no palco. É uma imagem.

Revista POP, março de 1974

sábado, 2 de abril de 2016

18.08.1983 - Juiz alemão está muito desapontado

QUINTA-FEIRA — 18 DE AGOSTO DE 1983  
Cinofilia
Juiz alemão

está muito
desapontado


'I'm very disappointed' (Eu estou muito desapontado) foi o que declarou ontem à noite, a O Estado, o juiz e jornalista Christofer Habig, ao receber uma carta-ofício do presidente do Conselho de Árbitros da CBKC, Jayme Martinelli, na sede do Kenel Clube Paulista. Na carta, é esclarecido que "de acordo com o Código de Ética e Disciplina do Qudro Oficial de Árbitros da CBKC, capítulo 3, artº 5º, letra A, e art° 6º, letras N e O". o editor da revista Molosser Magazin "feriu" aquele Código, "estando impedido de julgar a raça Fila Brasileira, na I Exposição Geral Sulamericana do Jundiai Kenel Clube, filiada à Confederação do Brasil Kenel Clube/FCI, nos dias 20 e 21 de agosto de 1983." O sr. Habig dizendo ser este procedimento um "escândalo", informou que a atitude ora tomada contra sua pessoa, teria sido pelo fato de ter comparecido à mostra promovida pela Cafib, no dia 14 último em Campinas. Segundo o juiz, "a carta foi entregue como fato consumado, sem que tivesse direito a defesa".

'Há anos atrás
houve mistura
de cães fila'

Quando encerrávamos os trabalhos da presente edição, recebemos com exclusividade do juiz alemão Christofer Habig, a íntegra da carta assinada pelo sr. Eugênio Henrique Pereira de Lucena, presidente da CBKC, dirigida aos leitores da revista Molosser Magazin, editada na Alemanha, datada de 12 último, do seguinte teor:

"Gostaria de comunicar aos amantes da raça Fila Brasileiro, na Alemanha, e à CBKC, apesar de reconhecer que houve, há anos atrás, a mistura de cães de fila com outras raças no Brasil, que desde 1982, o signatário desta visitou os centros cinófilos no Brasil, onde a criação de filas é mais numerosa, ouvindo a opinião de abalizados criadores, suas críticas e sugestões. Como resultado dessa pesquisa, foi elaborado um novo padrão, muito mais rígido que o anterior e estabelecido, em caráter obrigatório, a verificação de ninhadas e o apto para reprodução após 12 meses. Esse novo padrão entrará em vigor a partir de 1/1/2984, após a realização de simpósios e palestras, para os nossos árbitros, visando, com essas medidas, conscientizar os juízes, no sentido de aplicá-lo corretamente. É interessante enfatizar que o novo padrão estabeleceu 13 pautas desqualificantes e os exemplares portadores das mesmas não poderão reproduzir nem frequentar exposições. Espera assim a CBKC, que doravante somente filas como todos desejamos, sejam agraciados com títulos promocionais, permitindo assim uma só tipagem da raça e contribuindo para acentuada melhoria pelo fila.

Em 1975, foi extinto pelo Conselho Federal o registro inicial no nosso País, sendo na ocasião voto vencido a opinião do signatário, por achar prematura a medida.

Como amamos o fila pelo seu caráter firme, a nobreza inerente à raça, esperamos que a sua imagem seja preservada no Exterior, através de uma propaganda construtiva para a raça. Os erros do passado devem ser esquecidos, já que um futuro promissor certamente acontecerá.

A todos os amantes dessa bela raça, as nossas saudações e os nossos votos de um grande aprimoramento e desenvolvimento na criação alemã."

O Estado de São Paulo, quinta-feira, 18 de agosto de 1983

sexta-feira, 1 de abril de 2016

07.02.1975 - Falcão dá explicação sobre 27 pessoas desaparecidas

JORNAL DO BRASIL ◙ Sexta-feira, 7/2/75 ◙ 1.º Caderno

Falcão dá explicação sobre 27 pessoas desaparecidas

O Ministro da Justiça, Sr Armando Falcão, anunciou ontem, que, de uma lista de 27 pessoas desaparecidas ─ segundo denúncias de diversas procedências ─ sete estão em liberdade, seis foragidas, quatro com destino ignorado, outras quatro não têm registro, duas vivem na clandestinidade, uma foi banida, outra foi localizada e uma terceira, segundo transmissão de uma rádio gaúcha, está morta.

A nota vem atender, segundo o Ministro Armando Falcão, a apelos dirigidos às autoridades brasileiras quanto ao paradeiro dessas pessoas, em face de noticias divulgadas recentemente, inclusive no exterior.

A NOTA 

E' a seguinte a nota distribuída pelo Ministro Armando Falcão:

"O Ministério da Justiça, em face de noticias recentemente divulgadas pela imprensa, inclusive no estrangeiro, e de apelos dirigidos às autoridades para localização de pessoas apontadas como desaparecidas, na sua quase totalidade vinculadas à subversão, torna públicos, a respeito, os seguintes dados constantes dos registros dos órgãos de segurança e informações:

Cauby Alves de Castro — Filho Mariano Alves de Castro e de Leopoldina Ribeiro de Castro, nascido em 16 de agosto de 1928. Bancário aposentado. Militante comunista. Detido pelo DOPS/GB, em maio de 1968, participando de agitações de rua, foi posto em liberdade após prestar declarações, em 6 de maio de 1968. 

David Capistrano da Costa — Filho de José Capistrano da Costa e de Cristina de Araújo Cirila, nascido a 16 de novembro de 1913, no Ceará. Membro efetivo do Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro — PCB — condenado pela Justiça. Foragido em Praga/Tcheco-Eslováquia, trabalhando na revista Revista Internacional, órgão de agitação do movimento comunista internacional. 

Eduardo Collier Filho — Filho de Eduardo Collier e Risoleta Meira Collier, nascido a 5 de dezembro de 1948, em Recife/PE. Militante da organização subversivo-terrorista Ação Popular Marxista-Leninista APML. E' procurado pelos órgãos de segurança e encontra-se na clandestinidade.

Fernando Augusto Fiuza de Melo — Filho de Bernardino Bastos Fiuza de Melo e de Orlandina Carneiro Fiuza de Me- nascido a 24 de abril de 1945, em Belém/PA. Militante do Partido Comunista do Brasil — PC do B. Foi preso por atividades subversivas, em 26 de abril de 1974, em Bacabal/MA, tendo sido posto em liberdade em 13 de novembro de 1974. Responde a processo na área do IV Exército.

Honestino Monteiro Guimarães ─ Filho de Benedito Monteiro Guimarães e de Maria Rosa Leite Monteiro, nascido em 28 de março de 1947, em Itaboraí/GO. Militante da Ação Popular, sendo um dos seus dirigentes e possuindo um vasto registro de atividades subversivas. Foi condenado pela Auditoria da 12a. CJM a dois anos de reclusão em 1972. Encontra-se foragido.

─ Humberto Albuquerque Camara Neto ─ Filho de Roberto Alves Camara e de Marilene de Sá Leitão Camara, nascido a 28 de maio de 1947, em Campina Grande/PB. Militante da Ação Popular Marxista Leninista — APLM. Integrante da direção do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário — PCBR. Encontra-se na clandestinidade.

— Issami Nakamura Okano ─ Filho de Hideo Okano e de Sadae Nakamura, nascido a 25 nov. 1945 em Cravinhos/SP. Militante da organização terrorista Vanguarda Armada Revolucionária Palmares — VAR Palmares. Condenado a dois anos de prisão pela 2a. CJM, em 1971. Encontra-se foragido.

— João Batista Rita Pereda ─ Filho de Graciliano Miguel Rita e Aracy Pereira Rita, nascido a 24 jun. 1948; em Braço Norte/SC. Foi banido em 13 jan. 1971 e viajou para o Chile em troca da libertação do Embaixador da Suíça, sequestrado por terroristas. A 12 dez. 73 seu nome foi citado pela Rádio Guaíba, de Porto Alegre, como sendo um dos quatro guerrilheiros mortos em combate contra forças militares na Bolívia.

— João Massena de Melo — Filho de Sebastião Massena de Melo e de Olímpia Melo Maciel, nascido a 16 ago. 1919 em Pernambuco. Membro do Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro — PCB — atualmente cooptado pelo Comitê Estadual do PCB em São Paulo. Seu destino é ignorado.

— Joaquim Pires Cerveira — Filho de Marcelo Pires e Auricela Goulart Cerveira, nascido a 14 dez. 1923 em Santa Maria/RS. Chefe da Frente de Libertação Nacional ─ FLN, foi banido do território nacional em 15 jun. 1970 e viajou para a Argélia, em troca da libertação do Embaixador da Alemanha, sequestrado por grupos terroristas na Guanabara.

— Luiz Inácio Maranhão Filho ─ Filho de Luiz Inácio Maranhão e de Maria Salomé Carvalho Maranhão, nascido a 25 jan 1921 em Natal/RN. Em 1964, esteve em Cuba juntamente com Francisco Julião, a convite de Fidel Castro. Participou, ativamente, em 1967, de campanhas contra o Brasil no exterior, particularmente na França, conforme o jornal L'Humanité, de 23 de jan. 1967. Membro efetivo do Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro — PCB. Encontra-se foragido e com mandado de prisão preventiva expedido, em 1971, pela 2a. Auditoria, da Marinha.

— Maria da Conceição Sarmento Coelho da Paz ─ Filha de Lídio de Barros Sarmento, nascida a 8 dez. 1920 em União dos Palmares/AL. Militante do grupo terrorista Ação Libertadora Nacional ─ ALN, a serviço do qual viajou para Cuba, onde realizou curso de guerrilha. Foi presa em 3 jun. 74, e encaminhada ao DOPS/SP, em 24 jun. 74, sendo liberada em 25 jul. 74.

─ Maria Margarida da Rocha Melo — Filha de Wilson Rodrigues da Rocha e de Elvira Shering da Rocha, nascida a 22 fev. 1945, em Belém/PA., esposa do subversivo Fernando Augusto Fiúza de Melo, militante dia PCB. Esteve presa, juntamente com o marido, por atividades subversivas. Libertada em 23 set. 1974, responde a processo na área do IV Exército.

— Maria Nilde Mascelani ─ Filha de Tito Pedro Mascelani e de Margarida Swoboda, nascida a 3 abril 1931, em São Paulo/SP. Demitida por atividades subversivas do curso de coordenadora geral do ensino vocacional em São Paulo/SP. Foi presa por ter sido indiciada em inquérito policial instaurado pelo DOPS/SP. Fol posta em liberdade em 20 março 74, pela 2a. Auditoria Militar.

— Messias de Araújo Pontes ─ Filho de Vicente Araújo Pontes e, Georgina Arruda Pontes, nascido a 18 abril 1947, em Fortaleza/CE. Militante da Ação Popular Marxista-Leninista do Brasil ─ APML do B, foi preso no Ceará no dia 3 jun. 74, estando em liberdade desde 18 set. 74.

— Paulo Israel Singer — Filho de Arthur Singer e de Carolina Singer, nascido a 24 mar 1932, na Áustria. Naturalizado brasileiro. Detido em São Paulo no dia 19 set. 1974, para averiguações, suspeito de ser elemento de ligação com o exterior do Movimento Comunista Internacional — MCI. Foi posto em liberdade no dia 24 setembro.

— Paulo Stuart Wright — Filho de Latham Ephrain Wright e Maggie Belli Wright, nascido a 2 jun. 1933, em Joaçaba/SC. Militante da Ação Popular Marxista-Leninista ─ APLM, com curso de guerrilha em Cuba e capacitação política na Academia Militar de Pequim/China. Condenado pela Justiça Militar, encontra-se foragido, existindo mandado de prisão expedido pela 1a. auditoria da 2a. CJM em 13 mar. 74.

— Paulo de Tarso Celestino da Silva ─ Filho de Pedro Celestino da Silva Filho e de Zuleika Borges Pereira Celestino, nascido a 26 de maio de 1944, em Morrinhos/GO. Militante da organização terrorista Ação Libertadora Nacional —ALN. Com curso de guerrilha em Cuba. Seu destino é ignorado.

— Rui Frazão Soares — Filho de Mário da Silva Soares e de Alice Frazão Soares, nascido no Maranhão. Elemento da Direção Nacional da associação terrorista Ação Popular Marxista-Leninista — APML e membro do seu Comitê Central, com curso de capacitação política da Academia Militar de Pequim/China. Seu destino é ignorado.

— Tomás Antônio da Silva Meireles Neto — Filho de Togo Meireles e de Maria Garcia Meireles, nascido a 1.° de julho de 1937 em Parintins/AM. Militante da Ação Libertadores Nacional — ALN, condenado pela 2a. Auditoria da Aeronáutica, em 1972 a três anos e seis meses de reclusão, tendo o STM reduzido sua pena para um ano de detenção. Posto em liberdade, seu destino é ignorado.

— Válter de Souza Ribeiro — Filho de Benedito Ribeiro e de Natalícia Alves Ribeiro, nascido a 24 de setembro de 1924 em Minas Gerais. Ex-oficial do Exército, expulso, por atividades subversivas, como indigno para o oficialato. Membro do Comitê Estadual do Partido Comunista Brasileiro ─ PCB, em São Paulo. Há um mandado de prisão expedido pela 2a. Auditoria da 2a. RM em 1970. Encontra-se foragido.

— Wilson Silva — Sem dados de qualificação. Redator do jornal comunista Voz Operária. Assinou artigos publicados nas edições de agosto e setembro de 1974, nos quais se refere a fatos transcorridos em maio e setembro e cita trechos de ar-

Jornal do Brasil, sexta-feira, 7 de fevereiro de 1975

quinta-feira, 31 de março de 2016

03.04.1964 - Jornais americanos: 'militares do Brasil são mesmos de 1889'



Jornais americanos:
'militares do Brasil
são mesmos de 1889'

NOVA IORQUE ─ O "The New York Times" diz, em sua edição de ontem, não ser certo que o presidente João Goulart estava levando o país para o comunismo, acentuando que as Fôrças Armadas adotaram a mesma posição de 1889, quando da proclamação da República.

Ressalta o telegrama da agência norte-americana UPI que o sr. João Goulart não pôde modificar a estrutura do Exército, "integrada por elementos da classe média, conservadora". Adverte o órgão americano: "Seja quem fôr o vencedor, terá que se produzir, agora, um longo período de convalescença política e econômica".

EQUILÍBRIO
O Exército, segundo o "New York Times" é constituído de "elementos da classe média conservadora". Aponta o órgão a existência de "desequilíbrio entre as famílias que muito têm e as que nada têm, o que é agravado pela inflação".

"Washington Post" diz que a luta no Brasil "é algo mais que uma disputa entre maus e bons". Após colocar a posição do sr. João Goulart como "inclinado para a esquerda diz o "Washington Post": "Mas também é certo que o sr. João Goulart apoiava a realização das reformas de base e que a oposição ao seu regime, por parte dos ricos e poderosos, não se baseava inteiramente no conluio do presidente com os comunistas".

"IMPARCIAL"
O govêrno norte-americano se declarou "imparcial" na crise. Funcionários do Departamento de Estado disseram que o presidente Lyndon Johnson se manteve "informado" sôbre a crise. Asseguraram que "se o presidente Goulart apresentasse renúncia em favor do deputado Ranieri Mazzilli "não haveria rompimento de relações. (Noticiário da "United Press International" (USA).

Diário Carioca, sábado, 3 de abril de 1964

quarta-feira, 30 de março de 2016

15.03.1973 - Tudo assinado. É a Fiat chegando.


Tudo assinado.
É a Fiat chegando.
(O ESTADO DE MINAS GERAIS E A FIAT SERÃO SÓCIOS, COM IGUAL PARTICIPAÇÃO.)

O governador, o presidente da Fiat e o ministro conversam... ... sobre a fábrica que vai produzir 190 mil automóveis.

O presidente da Fiat e o governador de Minas Gerais assinaram o Acordo de Comunhão de Interesses. Agora só falta o Acordo ser aprovado pelo governo federal, para ser constituída a sociedade, desapropriado o terreno e construída a fábrica. Em 1976 os carros Fiat 127 já estarão rodando. Dois anos depois a fábrica estará em produção total. O novo carro é barato e econômico. É um carro para a família.


Os primeiros 30 mil automóveis Fiat 127, brasileiros, estarão rodando em nossas ruas e estradas até 1976. E nos dois anos seguintes a fábrica que será construída em Betim, perto de Belo Horizonte, atingirá sua capacidade total de produção: 190 mil veículos e 150 mil motores, por ano. Dez mil pessoas estarão trabalhando na nova fábrica e outras 30 mil, nas outras indústrias do setor. É Giovanni Agnelli, o presidente da Fiat, quem garante.


Esse italiano de 52 anos, vestido com elegância, muita segurança e objetividade quando fala, fez essa declaração ontem à tarde. Pouco antes, a sua empresa e o estado de Minas Gerais, representado pelo governador Rondon Pacheco, tinham assinado um Acordo de Comunhão de Interesses que resultará na implantação da nova fábrica de automóveis.

No empreendimento serão investidos 280 milhões de dólares (um bilhão e 700 milhões de cruzeiros, aproximadamente), dos quais 73 milhões de dólares serão por conta do estado de Minas Gerais.

Segundo Agnello, ontem foi feita apenas uma declaração de intenções, que ainda deverá ser referendada pelo governo federal. A força desse compromisso, disse, é dada pela lealdade das duas partes.

Mas o governo federal não participará da indústria, a não ser por intermédio da concessão de incentivos tradicionais, de acordo com o que declarou o ministro da Indústria e do Comércio, que também assinou o Acordo de Comunhão de Interesses. Mas a Fiat será obrigada a atender a uma exigência do governo: a exportação anual correspondente a um mínimo de 40 milhões de dólares, por um período não inferior a 10 anos. Isso foi estabelecido por decreto no ano passado a todas as fábricas brasileiras de veículos.

Após solenidade, o governador Rondon Pacheco ofereceu um almoço ao presidente da Fiat, ao ministro e a outros 40 convidados especiais. Às 16 horas, na Federação das Indústrias, Giovanni Agnelli recebeu o título de Conselheiro Honorário da entidade, pela primeira vez concedido. Em seguida viajou para o Rio de Janeiro, em companhia de dirigentes da Fiat, onde hoje será recebido pelo presidente da República, às 16 horas.

A SOCIEDADE
O Acordo prevê que o estado de Minas Gerais e a Fiat vão construir uma sociedade anônima, a Fiat Automóveis S. A. ─ FIASA ─ imediatamente após a aprovação do Acordo, pelo governo. Essa sociedade vai produzir e comercializar veículos do grupo Fiat e as respectivas peças de reposição.

As duas partes terão 45 por cento das ações, cada uma. Os restantes 10 por cento ficarão com o IMI ─ Instituto Mobiliário Italiano ─ que será o responsável pela construção da fábrica, num terreno de 2 milhões de metros quadrados, doado pela Prefeitura de Betim, e localizado entre os quilômetros 9 e 10 da Rodovia Fernão Dias.

Francisco Noronha, secretário da Indústria e do Comércio de Minas Gerais, explicou que o governo fez algumas concessões à Fiat, mas que dentro de seis ou sete anos receberá, em ICM, o seu investimento. E isso ele considera um bom negócio.

Além do investimento, o governo mineiro fará a terraplanagem e drenagem do terreno e tomará providências para que o local tenha água, energia elétrica, rede de esgotos e outros serviços.

O prefeito Newton Amaral Franco, do município de Betim (aproximadamente 70 mil habitantes), disse que o terreno está situado um pouco além da Refinaria Gabriel Passos e tem valor aproximado de 7 milhões de cruzeiros. Além da sua doação ─ depois de o adquirir de particulares ─ a Prefeitura concederá à Fiat isenção de impostos territorial e predial, até 1985, e terá que aplicar 25,6 por cento do ICM que receber da Fiat, em obras sociais de mútuo interesse.

O dinheiro para desapropriação da área será emprestado pela Caixa Econômica Estadual, com quatro anos de carência e prazo de resgate de cinco anos. Ele considera um grande negócio para a Prefeitura, justificando que a arrecadação do município, no exercício deste ano, será da ordem de 3 milhões e 700 mil cruzeiros mas que passará para 40 milhões quando a Fiat já estiver funcionando.

O ENTUSIASMO
A visita de Giovanni Agnelli, para assinatura do Acordo, foi um acontecimento importante para Belo Horizonte. Desde o Aeroporto da Pampulha, onde um jato da Líder desceu trazendo toda a comitiva, até o Palácio dos Despachos, foram colocadas faixas saudando o presidente da Fiat.

O entusiasmo mineiro pela presença do presidente da Fiat estava nos dizeres das faixas que iam desde Benvindo per sempre sr. Agnelli até Minas corre com Fiat. Houve uma preocupação em ligar a futura instalação da fábrica e do seu presidente com a velocidade.

Além do entusiasmo houve alguma confusão. Durante a assinatura do Acordo, o presidente do Sindicato Nacional da Indústria Automobilística, Oscar Augusto de Camargo, não teve sua presença lembrada. Na Federação das Indústrias, além de um passeio desnecessário da comitiva de Giovanni Agnelli, por estreitos corredores e banheiros, o presidente da entidade preferiu ler seu discurso em um italiano que ninguém entendeu, obrigando Giovanni Agnelli a acompanhar o discurso, nervosamente, até que um de seus assessores providenciou uma cópia do texto para que ele pudesse entender o que se falava.

Caminhões serão feitos no Rio de Janeiro
Agnelli: muitos planos.
O Fiat 127 leva 5 pessoas e muita bagagem

UM CARRO PARA TODA A FAMÍLIA

O Fiat 127, lançado pela Fiat italiana em 1971, foi considerado por dois juris internacionais como o melhor carro europeu do ano. Com seu estilo diferente, de cupê em forma de perua, conforto para 5 pessoas e espaço para um bom volume de bagagem, com acesso por uma porta traseira e também pelas suas características mecânicas e de construção, é apontado como o veículo certo para a família, adaptando-se perfeitamente à formula trânsito durante a semana e à fórmula estrada em fins-de-semana ou feriados.

É um carro que atingiu plenamente os objetivos do projeto. A Fiat conseguiu produzir um veículo que apresenta 80 por cento do espaço reservado aos passageiros e à bagagem e 20 por cento à parte mecânica.

Tem motor dianteiro, instalado transversalmente (o que proporciona grande aproveitamento de espaço), com 4 cilindros em linha, 903 cm3 de cilindrada e potência de 47 HP DIN, ao regime de 6.600 rotações por minuto. Um motor com válvulas na cabeça, refrigeração a água, com sistema de radiador selado. É um carro com tração dianteira, caixa de mudanças com 4 marchas, alavanca de mudanças no assoalho, suspensão independente nas 4 rodas, molas espirais e amortecedores de dupla ação. Os freios são a disco nas rodas da frente, e a tambor nas rodas traseiras, com corretor de freadas e circuitos independentes, para maior segurança.

Com 2.225 mm de distância entre eixos; 1.280 mm de bitola dianteira; 1,295 mm de bitola traseira; 1,325 mm de altura; 1m527 mm de largura e 3,595 mm de comprimento total, o Fiat 127 é um carrinho em condições de fazer aproximadamente 14 quilometros por litro de gasolina e de atingir a velocidade maxima de 140 quilometros por hora.

O preço do Fiat 127 seria
de aproximadamente
Cr$ 14.500,00, se estivesse à
venda hoje. Ele gasta
pouca gasolina: 14km/litro e
anda a 140 km/hora.

ASSIM FORAM
ESCOLHIDOS
O CARRO E O LOCAL
PARA A FÁBRICA

O carro é barato e já
foi testado no Brasil.
Na escolha de Minas, a Fiat foi ajudada
pelo próprio governo federal.

─ O automóvel Fiat 127 foi o escolhido para o Brasil porque é o mais competitivo da linha, e o que demonstrou melhores características para o mercado brasileiro. Além disso, foi projetado para ser produzido, perfeitamente atualizado para o mercado internacional, até 1981, o que corresponde às necessidades da época. Esse modelo custa, aproximadamente, 11 mil cruzeiros na Itália. Aqui, se fosse vendido hoje, em consequência dos impostos mais caros teria seu custo elevado em cêrca de 40 por cento (o que corresponde a aproximadamente 14 mil e 500 cruzeiros).

Giovanni Agnelli justificou assim ─ diante de jornalistas brasileiros, norte-americanos, italianos, alemães, ingleses e de vários países da América do Sul ─ a escolha do carro, feita após testes realizados com os modelos 126 (com motor de 504 cm3) e 127 no Brasil: cada veiculo rodou cerca de 60 mil quilômetros, em estradas de diferentes condições.

Demonstrando muita tranquilidade, rapidez de raciocínio, com gestos rápidos e jeito de quem está pronto para qualquer resposta, Giovanni Agnelli disse que em nenhum momento a Fiat teve dúvidas sobra o êxito do investimento.

─ Em nossas pesquisas, tomamos conhecimento de que o Brasil possui 40 por cento de sua população com menos de 20 anos de idade e 42 por cento abaixo dos 50. A juventude do país é um dos motivos que nos faz confiar no empreendimento. Além disso, a estabilidade monetária e do produto nacional bruto refletem um clima de tranquilidade social e política.

O INTERESSE POR MINAS

Depois falou a respeito de críticas feitas por um jornal brasileiro sobre as razões do interesse da Fiat em Minas Gerais, por estar longe das indústrias de peças e dos maiores mercados consumidores:

─ As dimensões da iniciativa eram tão grandes que devíamos, por força, ter algum sócio. Em dezembro de 1970, o governador Rondon Pacheco visitou Turim e mantivemos as conversações iniciais sobre o plano. Inicialmente pedimos a participação de um capital do Estado, e recebemos resposta positiva. Logo realizamos os estudos das possibilidades do mercado, das condições da indústria complementar, dos transportes, da localização e de outros pormenores para a segurança do investimento. E seguimos também instrução do governo do Brasil para evitar o congestionamento industrial de São Paulo e do Rio Grande do Sul. E esclareço que os entendimentos para o projeto foram mantidos apenas com o governo de Minas.

Giovanni Agnelli reconheceu que a mão-de-obra qualificada de Minas Gerais é falha atualmente, mas esclareceu que já foi feito um acordo com a Prefeitura de Betim para a formação de profissionais, através de convênios com as escolas existentes, além da formação de outras escolas. E desmentiu as instalações de que a Fiat teria optado por Minas Gerais pela concessão de incentivos especiais ou que a instalação da fábrica estaria condicionada a vitória na concorrência pública de uma empresa italiana, da usina hidroelétrica de São Simão.

Como um "matreiro político do PSD mineiro" ─ como foi considerado em tom de brincadeira por um repórter ─ Agnelli esquivou-se de perguntas que pudessem comprometer as negociações da empresa com o governo mineiro, sobre lucros ou com sua posição de grande produtor de veículos.

IMPORTAÇÃO
Depois de justificar que a fábrica de Betum não provocará nenhuma alteração dos planos da Fiat Concord, da Argentina ─ informou que haverá a necessidade de importação de 4 ou 5 produtos argentinos para os futuros carros brasileiros ─ Giovanni Agnelli confirmou que a Fiat adquiriu 43 por cento das ações da Fábrica Nacional de Motores ─ no setor dos veículos industriais ─ e que já a partir do próximo ano poderão ser produzidos caminhões Fiat leves e pesados, nas instalações do Rio de Janeiro. "Unindo a capacidade das duas empresas a produção atual da FNM poderá ser multiplicada por ser até atingir, com vasta gama de veículos, a produção anual de 15.000 unidades", disse.

─ A Fiat é uma emprêsa polivalente, não limitada ao setor de veículos, mas no Brasil nos ateremos a investimentos somente no setor automobilístico e a ele relacionados, como financiamentos a fornecedores e a outros setores.

Agnelli explicou que a Fiat já fez tentativas de ingressar no mercado brasileiro em 1955 e em 1963, mas sem êxito. E fez uma previsão: se a indústria automobilística brasileira crescer apenas 10 por cento a partir de agora, em 1982 o Brasil atingirá o total de 1 milhão e 800 mil veículos anuais. E disse que a Fiat ficará contente se a sua participação for de apenas 16 por cento.

─ Por isso, posso afirmar que nenhuma fábrica vai sofrer prejuízos com a vinda da Fiat. O mercado brasileiro é amplo e permite êxito para todas as fábricas.

O Estado de São Paulo, quinta-feira, 15 de março de 1973