sábado, 17 de setembro de 2016

27.10.1995 ─ Informação do Disque-Denúncia leva polícia a resgatar Carolina

Carolina Leite Dias, acompanhada da mãe, Laura, chega à Divisão Anti-Seqüestro após ser libertada por policiais em Campo Grande.


Informação do Disque-Denúncia
leva polícia a resgatar Carolina

Um telefonema para o Disque-Denúncia da Secretaria de Segurança Pública (253-1177) possibilitou o resgate da estudante Carolina Dias Leite, de 18 anos, que tinha sido seqüestrada anteontem na porta da Sociedade Hípica Brasileira. No telefonema, o autor da denúncia avisava que havia um local de cativeiro em Campo Grande. Acionado, o Regimento de Polícia Montada (RPMont) da PM cercou o local no fim da tarde de ontem, arrombou a porta, prendeu um seqüestrador e resgatou Carolina, que assistia à televisão quando a polícia chegou. Dezesseis PMs participaram da operação. Usando uma camiseta branca do RPMont, Carolina foi levada para a Divisão Anti-Seqüestro (DAS), acompanhada da mão, que foi ao seu encontro assim que soube da libertação.

─ A população confia na polícia. A polícia é eficiente ─ disse o secretário de Polícia Civil, Delegado Hélio Luz, comemorando o sucesso do Disque-Denúncia.

Luz dia que um ex-PM
participou do seqüestro

O delegado Hélio Luz afirmou ontem que as investigações já apontam a participação de um ex-PM no seqüestro do estudante Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira Filho. Ele pertenceria à quadrilha do seqüestrador Miguel Alves da Silva Neto, o Miguelzinho, do Morro da Mineira. A Divisão Anti-Seqüestro também trabalha com a hipótese de os dois seguranças que acompanhavam Eduardo e sua irmã serem culpados e por isso pretendem reinquiri-los. O seqüestro foi comandado por um homem que usava telefone celular, segundo uma testemunha ouvida ontem pelo GLOBO.

FH manda Jobim dar
todo apoio a Marcello

O presidente Fernando Henrique determinou ao ministro da Justiça, Nelson Jobim, que dê todo o apoio ao governador Marcello Alencar. O presidente terá um encontro com Marcello, hoje, no Rio. O governador disse ontem que pedirá aos ministros militares que tomem medidas para combater o roubo em suas corporações, de onde, segundo ele, vêm as armas pesadas dos bandidos do Rio.

Dia de revolta e medo
entra os empresários

Um dia após os seqüestros, o clima ontem era de medo e revolta entre os empresários. Para eles, a polícia deveria determinar a instalação de barreiras policiais em pontos-chave do Rio, como a Linha Vermelha e a Via Dutra.

◙ Cerca de 60 alunos do Colégio São Sebastião, na Ilha do Governador, rezaram pela libertação do colega Marcos Fernando Chiesa, seqüestrado anteontem, Páginas 13 a 17.

O que fazer

Os três seqüestros de quarta-feira têm um ponto em comum: foram realizados em lugares ─ Jardim Botânico, Botafogo e Ilha do Governador ─ que exigem longa viagem até os esconderijos dos bandidos. É difícil imaginar que qualquer das três quadrilhas estivesse a menos de 40 minutos, no complicado trânsito do Rio, dos cárceres escolhidos.

Pelo visto, isso não foi considerado problema para os bandidos: eles sabiam ─ ou logo descobriram ─ que não existe no Rio um mecanismo de alarma e acionamento rápido da polícia para uma emergência dessas.

Como os bombeiros, a Polícia não pode patrulhar toda a cidade todo o tempo, Mas, como os bombeiros, pode ter unidades sediadas em pontos-chave para agirem rapidamente em emergências. No caso, bloquear as rotas de fuga de áreas determinadas no mapa do Rio, em caso de seqüestro, assalto ou qualquer tipo de crise que envolva perseguição.

Com planejamento, boa assessoria (externa, se preciso for) e um mínimo de recursos, é certamente possível criar um sistema de resposta imediata ─ acionável pelos seguranças das vítimas ou qualquer passante ─ que reduza consideravelmente a humilhante facilidade com que, hoje, pessoas são arrancadas das ruas do Rio.

Pastor que fez ataque à Padroeira é indiciado

Autor do ataque à imagem da Padroeira do Brasil, o pastor Sérgio Von Helder foi indiciado ontem no 27º DP, em São Paulo, e enquadrado no artigo 208 do Código Penal. Pode ser condenado a um ano de prisão. Um forte esquema de segurança foi montado desde cedo, pela Igreja Universal do Reino de Deus, nas ruas próximas ao distrito policial. Quando Von Helder saiu, houve tumulto provocado por um pastor e cinco seguranças da seita, que foram detidos. Um dos seguranças, Dilton Ramos, expulso da PM por roubo de carro, sacou uma pistola e ameaçou atirar nos jornalistas.

Von Helder entra no carro, ao sair da DP, protegido pelo segurança Dilton (de óculos escuros)

  Segundo Caderno  

Mostra exibe cem filmes franceses

A partir do próximo dia 2, a mostra "Estação do cinema francês" trará ao Rio cem filmes daquele país e estrelas como Anouk Aimée e Maruschka Detmers. O GLOBO lista os filmes do ciclo, promovido pelo jornal junto com o Estação Banco Nacional de Cinema, a Air France e a Cinemateca da Embaixada da França.

   HELIO HARA   

◙ Em Tóquio, adolescentes de cabelos cor-de-abóbora e botas trocam mensagens cifradas usando bips. Dezenas de livros explicam os códigos para quem quiser seguir o modismo da geração hi-tech.

Crises e boatos derrubam bolsas em todo o mundo

As principais bolsas do mundo despencaram ontem. Um princípio de pânico no mercado do México, devido à queda do peso, rumores de moratória na Argentina e de demissão do ministro Domingos Cavallo alimentaram a baixa das ações. A Bolsa do Rio caiu 5,81% e a de São Paulo, 6,53%.

Projeto põe em dia os salário dos servidores

Depois de muita confusão e até troca de tapas entre dois deputados da Bahia, foi aprovado ontem o projeto que põe em dia os salários dos servidores. O projeto, apelidado de Jumbão, inclui verbas para rodovias.

Bistrôs conquistam o paladar do carioca

O bistrô, a charmosa invenção francesa que se traduz em boa comida e ambiente aconchegante, conquistou a simpatia e o paladar dos cariocas. Na cidade, eles podem ser encontrados em legítimas versões francesas ou até carioquíssimas, comprovando sua adaptação ao clima e ao gosto tropical.

Yeltsin volta a ser internado com doença cardíaca

CEF demite 200 comissionados que entraram em greve

Apartamentos na Zona Sul eram depósitos de drogas

Carros importados continuarão com alíquota de 70%

Professora procura aluno que jogou bomba em colégio

O GLOBO, Rio de Janeiro, sexta-feira, 27 de outubro de 1995

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

14.05.1987 ─ Operação irregular com dólar e falsificação de documento leva Ruy Muniz a ser preso no DOPS



Operação irregular com dólar e falsificação de documentos leva Ruy Muniz a ser preso no DOPS

Está relacionada com receptação de 316 mil dólares, comprados com cruzados oriundos de golpe aplicado no Banco do Brasil, a prisão do diretor-proprietário do Colégio Indyu, ontem à tarde, em Montes Claros, por dois delegados enviados pela Secretaria de Segurança Pública. Levado para Belo Horizonte de avião, ontem à noite, Ruy Muniz foi autuado em flagrante, hoje, por crime de receptação, segundo informou na capital o advogado Marcos Afonso de Souza, que diz ter ouvido isto do secretário de Segurança Pública, Sidney Safe da Silveira. Ele está preso em cela do Departamento de Ordem Polícia e Social (DOPS).

Consta, segundo o advogado e fontes da Polícia Civil, que funcionários da agência da Savassi do Banco do Brasil, em Belo Horizonte, expediram ordem de pagamento falsa, como se o documento tivesse partido da agência do BB em Janaúba. Pessoa estranha ao banco sacou o dinheiro na agência da Savassi, Posteriormente, constatou-se que a ordem de pagamento não havia partido de Janaúba, tendo sido preparada com assinaturas falsas. Tendo em vista que a «chave secreta» (código interno) colocada no documento era a verdadeira, suspeitou-se do envolvimento de funcionários do banco, o que foi constatado em apuração policial. Um deles (informou-se que são dois), segundo comentários, seria Setembrino de tal.

Em Montes Claros, o Banco do Brasil e a Delegacia Regional de Segurança Pública recusaram-se a prestar informações sobre o caso, que envolveria dois golpes distintos: tráfico de dólares e desfalque no Banco do Brasil. O delegado-regional interino Dayal Barbosa, disse ter recebido determinação superior para não falar a respeito.

O gerente do Banco do Brasil em Janaúba, Edmundo Cordeiro, revelou que a Polícia Federal e comissão do banco estão apurando o caso, também. Ele frisou que nenhum funcionário da sua agência está envolvido.

Segundo fonte da Prefeitura de Montes Claros, na tarde de ontem familiares de Ruy Muniz pediram ao prefeito em exercício Mário Ribeiro, em seu gabinete, que solicitasse ao secretário Sidney Safe a soltura do professor. Segundo o informante o secretário aconselhou o prefeito a ficar fora do caso, «uma fria» com prejuízos da ordem de 300 mil dólares.

Apurou também a reportagem do Mais Lido que advogados ligados ao PDT de Montes Claros, partido a que Ruy Muniz está se filiando, impetraram ontem à tarde, na 2ª Vara Criminal de Montes Claros, pedido de «habeas corpus» para i diretor do Indyu. A juíza Eulina do Carmo Almeida indeferiu, porque o caso é da alçada da Comarca de Belo Horizonte, onde ocorreram os crimes.

APRESENTADOS
Em Belo Horizonte, a Polícia apresentou à Imprensa os envolvidos no crime, no final da tarde de hoje: Rui Muniz, que participou com o nome falso de Luiz Roberto Souza Marques, utilizando o número de sua conta no Banco Real, agência Barro Preto; Setembrino Lopes Filho, ex-funcionário do Banco do Brasil onde era caixa; e o comerciante Pedro Lopes Francisco, que funcionava como ponto de ligação entre as agências do BB em Belo Horizonte e Janaúba.

Segundo a Polícia, o crime envolve a soma de 1 milhão 310 mil dólares (equivalentes a Cz$ 350 milhões), que Rui Muniz recebeu e aplicou em diversas empresas na Capital, uma delas ligada a importação e exportação.

O JORNAL DE MONTES CLAROS, quinta-feira, 14 de maio de 1987

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

13.04.1984 ─ Pena por matar Talita: 49 anos




Pena por matar Talita: 49 anos

Da sucursal do ABC

O assaltante Franklin Pedro da Silva, de 26 anos, preso em flagrante durante a invasão da agência do Banco Itaú, em São Caetano do Sul, dia 31 de outubro do ano passado, quando morreram baleadas a menina Talita Thomé Tomarevski, de sete meses, e sua mãe, Laura Thomé Tomarevski, de 23 anos, foi condenado ontem a 46 anos e seis meses de prisão, além de mais três anos como medida de segurança. O juiz Wanderley Aparecido Borges, da 2ª Vara Criminal, que proferiu a sentença, determinou, ainda, a instauração de inquérito para apurar o envolvimento da advogada Luci Muller com as atividades da quadrilha à qual Franklin pertencia. Em entrevista à imprensa após sua prisão, o marginal afirmou que do Cr$ 1,3 milhão que recebeu da parte do assalto a uma fábrica de fermento, um milhão foi destinado à advogada para libertar seu irmão da cadeia.

Seu irmão gêmeo Jefferson Pedro da Silva morreu durante a tentativa do assalto à agência do Itaú, juntamente com outros quatro integrantes da quadrilha. O sétimo elemento do grupo ─ que saiu do banco correndo com Talita no colo já baleada e a entregou a um comerciante ─ ainda está foragido, mas a polícia já descobriu sua identidade. Trata-se de Carlos Pires da Rocha, o Carlinhos, de 29 anos, que residia em Ferraz de Vasconcelos e cumpria prisão-albergue domiciliar, pois fora condenado a nove anos, por assalto, em Araraquara. O pedido de prisão preventiva de Carlinhos já se encontra no Fórum. Além de testemunhas o terem reconhecido como o sétimo elemento, a polícia de São Caetano, juntamente com o Deic, conseguiu obter fotografias que mostram Carlos Pires da Rocha, numa festa, na véspera do assalto, juntamente com os outros integrantes da quadrilha.

Além da morte de Talita e de sua mãe, a ação dos marginais também fez com que outro cliente do banco, Riquizo Sadao Ocura, 35 anos, ficasse paraplégico, por causa de um projétil calibre 45 que recebeu na espinha. As balas que atingiram Talita e Laura eram de uma arma automática calibre 45 (no Brasil, ela é privativa das Forças Armadas), até hoje não localizada.

A morte das duas abalou a opinião pública, principalmente pela frieza com que foram atingidas. Laura Tomarevski, que era professora de balé, levou sua filha até o banco para efetuar um depósito, quando os assaltantes chegaram. Em determinado momento, Talita começou a chorar e um dos bandidos gritou. "Manda essa praga calar a boca se não mato as duas" ─ o que foi feito. Com isso, iniciou-se o tiroteio com os guardas de segurança do banco e, em seguida, com policiais militares.

Embora no processo não tenha ficado claro quem atirou na menina e sua mãe, Franklin recebeu a pena como coautor do crime. O comerciante Sadao Ocura, em juízo, afirmou que, após ser atingido, viu Franklin em posição de tiro, com a arma calibre 45. O assaltante, por sua vez, afirma que seu irmão gêmeo é quem estava com a arma automática.

A sentença proferida pelo juiz Wanderley aparecido Borges ─ que está sendo promovido para a 9ª Vara Criminal da Capital ─ foi tida no próprio Fórum de São Caetano como inédita. Primeiro, no que se refere à soma de anos aplicados a um réu envolvido num único processo e pelo fato de ter determinado a instauração de inquérito envolvendo a advogada da vítima. Franklin Pedro da Silva foi enquadrado em diferentes artigos do Código Penal: formação de quadrilha armada, roubo seguido de violência (latrocínio), reincidência (na época do assalto ele se encontrava em liberdade condicional) e morte de criança. Recebeu ainda uma multa de Cr$ 33 mil.

O Estado de S. Paulo, sexta-feira, 13 de abril de 1984

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

02.11.1983 ─ Uma multidão chocada no enterro de Laura e Talita



Uma multidão chocada no enterro de Laura e Talita

Da Sucursal do ABC

Mais de três mil pessoas que acompanharam ontem o enterro da professora de dança Laura Thomé Tomarevski e de sua filha Talita, de sete meses, mostravam algo muito mais que a tristeza: entre elas, surgiam protestos que não chegaram a ser abafados pela filosofia religiosa quase conformista do marido de Laura, Vladimir Tomarevski, da Igreja Batista ─ "Tudo isso acontece porque as pessoas não têm Cristo no coração".

A maioria não ficou nesse conformismo e, mesmo sem usar faixas que caracterizaram protestos em outros recentes enterros de vítimas de tragédias na Grande São Paulo, foi além. Este acabou sendo o caso de Marcos Vital, um jovem amigo do casal Tomarevski, que fazia a pergunta aos que o cercavam e que poderia ser dirigida à polícia e ao governador Montoro: "Onde está a Justiça, que deixa essa gente em liberdade? Onde está a polícia?" Cinco dos assaltantes foram mortos, o que não afastou a revolta durante o enterro, no Cemitério das Lágrimas.

O caso de Laura e Talita, assassinadas anteontem durante a tentativa de assalto à agência do Banco Itaú, na Vila Barcelona, em São Caetano do Sul, tornou-se assunto nacional. Se o povo de São Paulo já está sendo obrigado a se acostumar aos casos diários de violência e de falta de policiamento, desta vez foi chocante demais: a morte de um bebê.

Os corpos de Laura e Talita foram velados no Templo Batista da Vila Gerty. Entre os alunos e amigos que foram até lá estavam Irany Rosalino, que conhecia Laura desde menina, que disse apenas ser muito triste o que aconteceu com ela. Outro amigo da família, Marcos Vital, criticou a Justiça, ao lembrar que um dos assaltantes já estava condenado a mais de 53 ano "e continua solto para matar mães e crianças".

O marido de Laura, Vladimir Tomarevski, passou a maior parte do tempo ao lado dos corpos e, como outros membros da família, mostrava-se mais sereno ao analisar a tragédia. Ele disse que não estava com ódio "contra quem fez isto, porque dentro de mim não há espaços para odiar. Tudo aconteceu porque as pessoas não têm Cristo no coração".

O movimento de pessoas no velório era tanto que soldados da Polícia Militar tiveram de organizar a entrada e saída para evitar tumultos. Diante da igreja, muitos moradores lembraram da menina, que iria completar oito meses no dia sete. O culto foi celebrado pelo pastor Mário Pereira, o mesmo que realizou o casamento do casal, há cerca de dois anos.

Do exemplo, logo após as 14 horas, os corpos seguiram para o Cemitério das Lágrimas, acompanhado também por viaturas da Polícia Civil e Militar. Ao passar pela avenida Visconde de Inhaúma, muitas lojas fecharam suas portas e dezenas de pessoas permaneceram nas calçadas para presenciar o cortejo. No cemitério, o sepultamento ocorreu por volta das 16 horas. Porque muita gente quis ver os corpos e, novamente, a Polícia Militar organizou as filas.

Enquanto isso, os corpos dos cinco assaltantes mortos durante o tiroteio travado com vigilantes do banco e com soldados da PM estavam no Instituto Médico local, que funciona junto ao cemitério. Algumas pessoas quiseram ver os corpos, mas eles só estavam liberados para os parentes. Até o final da tarde, apenas Carlos Vagner Monteiro ─ responsável por outros nove assaltos a bancos, segundo a polícia ─ não havia sido reconhecido por familiares. Na delegacia, a mãe do outro assaltante ─ Luís Carlos de Lima ─ disse que ele passou os últimos dez anos cumprindo pena e estava em liberdade desde agosto. Todos os cinco tinham várias passagens pela polícia, com diferentes condenações e inquéritos e processos a responder.

Durante o tiroteio, também ficou ferido um cliente do banco, Riquizo Sadao Okura, que continua internado na UTI do Hospital Beneficência Portuguesa. O delegado José Alves dos Reis disse que foi informado por funcionários do hospital que a vítima teve o baço atingido e corre o risco de ficar com as pernas paralisada.

A polícia de São Caetano prossegue nas investigações sobre a tentativa de assalto, ocorrida na segunda-feira, pois ainda existem dúvidas quanto ao número de assaltantes. O único que foi preso, Franklin Pedro da Silva, 26 anos, insiste que eles eram apenas seis, enquanto policiais que participaram do tiroteio afirmam que eles estavam em sete ou oito.

Além disso, a polícia ainda não localizou uma arma de calibre 45, o mesmo projétil que atingiu a menina e sua mão. O autor do disparo, conforme reconhecimento de uma testemunha, Maria Benedita Guimarães, foi Jefferson Pedro da Silva, irmão do assaltante preso, e não Mauro Mondeja, conforme as primeiras informações.

O Estado de S. Paulo, quarta-feira, 2 de novembro de 1983

terça-feira, 13 de setembro de 2016

10.08.1971 ─ Valiosas pistas para el rescate de Diego Echavarria



VALIOSAS PISTAS PARA EL
RESCATE DE DIEGO ECHAVARRIA

Por PEDRO NEL CORDOBA L.

N. de la R.

A pesar de que EL COLOMBIANO estaba em posesión de todos los datos sobre el secuestro del industrial don Diego Echavarria desde el pasado domingo en las horas de las horas de la tarde, sólo hoy suministramos los detalles del hecho. Ayer nos abstuvimos de hacerlo a solicitud de las autoridades y de los familiares, quienes demandaron nuestra colaboración u prudencia. EL COLOMBIANO lo aceptó para corresponder a su tradición y seriedad. Hoy, y también a petición de autoridades y familiares, publicamos el lamentable sucesso, a tiempo que hacemos un llamamiento a toda la ciudadania para que colaboren con el gobierno y las Fuerzas Armadas en el suministro de la información que pueda ayudar a localizar al distinguido filántropo y amigo.

El secuestro de don Diego Echavarria Missas se produjo a las seis y media de la tarde del domingo mediante audaz maniobra puesta en práctica por parte de tres individuos motorizados.

El hecho ocurrió cuando se disponía a entrar a su residencia situada en la parte alta del barrio El Poblado, finca conocida como "El Castillo", la cual está ubicada a seis kilómetros de la ciudad de Medellin.

El distinguido personaje acababa de salir de un concierto didáctico que se había presentado en la bibioteca del Municipio de Itagüi, acompañado del señor José Santamaria Flóres y de una hija de éste, Adriana Santamaria, se trasladaba a la finca en donde lo esperaba su esposa Ditta de Echavarria.

Los captores desaparecieron con don Diego Echavarria Misas, utilizando u campero color rojo y blanco, de placas L.35.41, al parecer de Risaralda, el cual no ha sido localizado hasta el momento, según lo dijeron las autoridades.

El Colombiano, Medellín, martes, 10 de agosto de 1971

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

01.03.1985 ─ Bando que ia lesar banco cai na hora



Bando que ia lesar banco cai na hora

São Paulo ─ Um golpe de Cr$ 6 bilhões contra uma agência do Bradesco na Zona Sul da cidade foi frustrado ontem pela segurança do banco com apoio da polícia. Um grupo de nove pessoas envolvidas no golpe ─ entre elas duas que se identificam como um coronel e um capitão reformado do Exército e um detetive da polícia do Rio de Janeiro ─ foi preso e autuado em flagrante por estelionato e formação de quadrilha.

Hiroshi Bano ─ um dos envolvidos ─ ofereceu ao gerente da agência, Ademir Corrielo, 10% do valor do golpe para participar do esquema. Ademir fingiu aceitar a participação e avisou a diretoria de segurança do Bradesco, que se comunicou com a polícia e acompanhou as "negociações".

Ontem à tarde seria feito o acerto final e todos os integrantes da quadrilha foram à agência para retirar o dinheiro, mas acabaram presos. Além de Hiroshi, foram presos Raul Rubens de Morais, que se apresentou como coronel reformado do Exército; e o detetive da polícia Antônio Sérgio da Silva Ramos.

Jornal do Brasil, sexta-feira, 1 de março de 1985

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

20.05.1964 ─ Comerciário encontrado morto, com o ventre rasgado a gilete - Três camas manchadas de sangue - Polícia conclui que o moço se matou



Comerciário encontrado morto, com o ventre rasgado a gilete - Três camas manchadas de sangue - Polícia conclui que o moço se matou

O balconista Dorival Zumeli, de 36 anos, solteiro, residente na "Pensão Dna. Maria", na rua Pedro Arbues, 157, no bairro da Luz, ontem, cerca das 19 horas, ao chegar ao comodo que ocupa naquele endereço, juntamente com três colegas, encontrou sobre uma cama, rodeado por uma poça de sangue, já sem vida, Sebastião da Silva Sobrinho, de 32 anos, solteiro. Os patrulheiros de uma viatura da RP compareceram prontamente ao local, onde ao verificar que o homem apresentava extenso ferimento no ventre, produzido por uma gilete, que foi encontrada ao lado do cadaver, levaram o caso ao conhecimento do delegado Magino Alves Barbosa, de serviço na Central de Policia, que, em companhia do escrivão Nilo Baracho, se transportou para a "Pensão Dna. Maria".

CASO MISTERIOSO

A reportagem policial do DIARIO DA NOITE, que acompanhou os trabalhos da polícia, verificou que as três camas existentes no pequeno quarto estavam manchadas de sangue. O cadaver foi encontrado sobre uma delas que não era da vítima. Sebastião depois de ferido no ventre, andou cambaleando sobre aquelas peças, indo finalmente cair sobre a outra, onde faleceu, devido à abundante hemorragia que se processou.

O delegado Magino Alves Barbosa, depois de interrogar os companheiros de quarto do morto, também ouviu outros pensionistas. Todos êles declararam que acabavam de chegar naquele momento e que não presenciaram o fato. Diante disso, a autoridade policial convocou o seu colega da Delegacia de Homicidios para prosseguir nas investigações.

Ainda no local do fato, policiais e reporteres foram informados, posteriormente, de que Sebastião Silva Sobrinho teria praticado o suicídio, golpeando o ventre com uma gilete.

O corpo, depois de examinado pelos peritos do IPT, foi recolhido ao necrotério da Polícia.

Confirmando aquilo que soubemos na pensão, por volta das 22,30 horas, o delegado Lourival França Filho, da equipe "E" da Delegacia de Homicidios, chegou ao plantão da Central de Polícia, informando ao delegado Magino A. Barbosa que se tratava de um caso de suicidio. Sebastião, segundo aquela autoridade, que andava ultimamente muito aborrecido (amores contrariados) pôs termo à existência, desferindo um golpe de gilete na barriga.

O MORTO ─ Sebastião da Silva Sobrinho, que foi encontrado morto na pensão onde residia.

Diário da Noite, São Paulo, quarta-feira, 20 de maio de 1964